Os números fazem parte da vida diária da maioria das pessoas e o mundo do esporte não é alheio a este costume. No universo esportivo, eles servem para anotar posições dos esportistas no campo de jogo, fazer cálculos de estatísticas e representar a quantidade de vitórias e derrotas sofridas pelos times.
Adicionalmente, nas disciplinas esportivas que se jogam em equipe os números têm uma finalidade importantíssima: enumerar os jogadores. Esta prática possibilita o reconhecimento de cada membro da equipe e favorece o sentimento de identificação da torcida com os dígitos que representam a cada um dos esportistas.
Embora pareça incrível, no futebol a numeração das camisas demorou muito tempo em virar realidade. Os primeiros números nos uniformes futebolísticos apareceram 70 anos depois da criação do esporte.
Gostaria de conhecer como surgiu a numeração das camisetas dos esportistas que disputarão os jogos de hoje? Confira!
Origem da numeração
A Inglaterra é o berço do futebol, mas este país não foi o pioneiro na numeração das camisas. Quem primeiro teve a ideia de colocar números nas costas dos jogadores foram os australianos, no ano 1911 em um jogo entre os times Leichardt e HMS Powerful.
Anos mais tarde, os ingleses adotaram esta medida. A primeira vez que a numeração se usou oficialmente foi na final da tradicional Copa da Inglaterra, no dia 29 de abril de 1933. Nessa data, as equipes Everton e Manchester City se enfrentaram no Estádio Wembley.
O intuito dos organizadores da competição era evitar as confusões entre os jogadores, que eram fisicamente muito semelhantes. Em consequência, decidiu-se que o Everton jogaria com números de 1 a 11, enquanto o time rival, com numeração de 12 a 22.
No início os jogadores ingleses não gostaram da medida, argumentando que a numeração lhes dava aspecto de presidiários. No entanto, a Federação Inglesa de Futebol oficializou a regra em todos os jogos. Um tempo depois, autorizaram o uso dos mesmos números para os dois times no campo de jogo.
O costume de colocar números na parte de trás das camisetas demorou um pouco em chegar ao Brasil, que só adotou essa prática no ano 1947.
A numeração das camisas nos Mundiais
Em 1950, a Copa do Mundo se celebrou no Brasil. Foi nesse ano que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) tornou obrigatório o uso de números nas camisas dos jogadores do time durante os jogos mundiais.
Um tempo depois, em 1994, o órgão começou a exigir, além da numeração, o nome do jogador na parte posterior das camisas. Adicionalmente, na Copa do Mundo de esse mesmo ano, solicitou a inclusão do número na frente dos uniformes para facilitar a identificação dos jogadores.
Independentemente de que muitos clubes decidam aposentar certos números para homenagear a jogadores emblemáticos, este reconhecimento não pode ser aplicado nos campeonatos internacionais, nos quais não é possível escolher qualquer combinação de dígitos. Em esses torneios, a FIFA exige que cada equipe apresente uma lista de camisetas com números de 1 a 23.
Tentando modificar a regulamentação, na Copa do Mundo 2002, a Federação de Futebol Argentina (AFA) resolveu enviar uma lista omitindo o número 10, em homenagem a Diego Armando Maradona. Mas a FIFA rejeitou a iniciativa.
Adicionalmente desde o ano 2007, a FIFA estabeleceu que nos jogos entre seleções nacionais, o goleiro deve obrigatoriamente usar a camiseta número 1, porque é o primeiro jogador que aparece na escalação.
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